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A maior crise de mão de obra da história não é conjuntural é cultural.

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Os desafios relacionados à força de trabalho sempre existiram. O que diferencia o momento atual é a escala, a consistência dos dados e o tipo de decisão que as pessoas estão tomando . Dados oficiais indicam que, apenas em janeiro de 2025, 37,9% dos desligamentos formais no Brasil foram pedidos voluntários de demissão , o maior percentual já registrado (Correio Braziliense). Em 2024, esse movimento já havia se tornado estrutural : quase 8,5 milhões de trabalhadores deixaram seus empregos por decisão própria , afastando qualquer leitura de exceção ou distorção estatística (Estado de Minas). Quando o pedido de demissão se torna um comportamento recorrente, ele deixa de ser escolha individual e passa a ser mensagem coletiva . O que estamos assistindo não é uma crise pontual de mão de obra, mas uma ruptura silenciosa na relação entre pessoas, trabalho e liderança . Empresas de diferentes setores relatam dificuldades crescentes para contratar e, principalmente, para reter profissionais. ...

O que o ano de 2025 revelou sobre liderança?

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Os desafios da liderança sempre estiveram presentes nas organizações. No entanto, por muito tempo, foram tratados como questões individuais: falta de perfil, dificuldade de comunicação, ausência de resiliência ou “problemas comportamentais” pontuais. Ao longo de 2025, ao analisar e escrever sobre diferentes contextos organizacionais, percebi que tornou-se cada vez mais evidente que o problema não está apenas nas pessoas, mas na forma como a liderança é estruturada, preparada e sustentada dentro das empresas. Conflitos mal conduzidos, decisões reativas, desgaste emocional e ambientes pouco seguros para o diálogo não são fenômenos novos. O que mudou foi a clareza com que esses padrões se mostraram insuficientes para sustentar resultados, pessoas e cultura. A liderança como ponto central do sistema Temas que ganharam espaço ao longo do ano, como segurança psicológica, liderança humanizada, confiança, comunicação não violenta, ambientes tóxicos, sociedade do cansaço, microgerenciament...

Segurança Psicológica: O conceito “soft” que vai custar caro às empresas que insistem em ignorá-lo

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Durante anos, segurança psicológica foi tratada como um tema secundário.  Algo bonito para apresentações institucionais, discursos de RH e painéis sobre “bem-estar”.  Enquanto isso, nos bastidores, ambientes de medo, silêncio e tensão continuaram sendo normalizados. A partir de 2026, esse jogo muda. O que antes era opcional passa a ser obrigação . O que era invisível passa a ser mensurável . E o que era tolerado começa a gerar responsabilização real .  O erro que as empresas repetem há décadas A maioria das organizações não falhou por falta de estratégia. Falhou por insistir em promover líderes tecnicamente competentes, mas emocionalmente despreparados . Confundiram: pressão com performance controle com liderança medo com disciplina Criaram ambientes onde: as pessoas pensam duas vezes antes de falar o erro é punido, não tratado o silêncio vira mecanismo de sobrevivência Esse não é apenas um problema cultural. É um risco organizacional...