A maior crise de mão de obra da história não é conjuntural é cultural.
Os desafios relacionados à força de trabalho sempre existiram. O que diferencia o momento atual é a escala, a consistência dos dados e o tipo de decisão que as pessoas estão tomando . Dados oficiais indicam que, apenas em janeiro de 2025, 37,9% dos desligamentos formais no Brasil foram pedidos voluntários de demissão , o maior percentual já registrado (Correio Braziliense). Em 2024, esse movimento já havia se tornado estrutural : quase 8,5 milhões de trabalhadores deixaram seus empregos por decisão própria , afastando qualquer leitura de exceção ou distorção estatística (Estado de Minas). Quando o pedido de demissão se torna um comportamento recorrente, ele deixa de ser escolha individual e passa a ser mensagem coletiva . O que estamos assistindo não é uma crise pontual de mão de obra, mas uma ruptura silenciosa na relação entre pessoas, trabalho e liderança . Empresas de diferentes setores relatam dificuldades crescentes para contratar e, principalmente, para reter profissionais. ...