Em um mundo barulhento, profundidade virou ato de coragem
Vivemos na era da resposta imediata. Nunca foi tão fácil falar, opinar e parecer informado. A inteligência artificial responde em segundos. As redes amplificam qualquer posicionamento e especialistas surgem a cada nova tendência. O problema é que responder não é compreender. E opinar não é pensar. Criamos uma geração de profissionais altamente expostos à informação e pouco treinados em elaboração. E qual o problema? Consumimos conhecimento em pequenas doses. Manchetes, cortes, threads e resumos de resumos. A sensação é de atualização constante. A realidade, muitas vezes, é outra: estamos nos alimentando de “informações ultraprocessadas”. A metáfora é precisa. Assim como alimentos ultraprocessados oferecem praticidade, mas empobrecem a nutrição quando consumidos em excesso, conteúdos simplificados ao extremo, descontextualizados e moldados para consumo rápido geram uma falsa sensação de domínio, sem construção real de repertório. Eles dão saciedade momentâne...