Riscos psicossociais nas organizações: entre o mapeamento e a responsabilidade de agir
A crescente atenção aos riscos psicossociais nas organizações representa um avanço importante na forma como as empresas compreendem o ambiente de trabalho e o impacto da gestão sobre as pessoas. Temas como pressão excessiva, sobrecarga, falhas de comunicação e ambientes de alta tensão, por muito tempo tratados como parte natural da rotina corporativa, passam a ser reconhecidos como fatores que influenciam diretamente a saúde, o desempenho e a sustentabilidade das organizações. Nesse contexto, a identificação e o registro desses riscos, especialmente no âmbito do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), tornam-se não apenas necessários, mas essenciais. No entanto, esse movimento também traz um ponto de atenção que precisa ser observado com maturidade: o mapeamento, por si só, não resolve o problema. Mapear é necessário, mas não é suficiente A identificação de riscos psicossociais é um passo fundamental dentro de qualquer estrutura de gestão. Ela permite que a organização enxergue...