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Por que o líder brasileiro precisa olhar para o quiet cracking AGORA

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Durante muito tempo, o debate sobre engajamento no trabalho girou em torno do " quiet quitting",  profissionais que seguem entregando apenas o mínimo necessário, sem envolvimento emocional com a empresa. Mas o cenário mudou. E ele ficou mais silencioso, mais perigoso e mais difícil de detectar. Um novo fenômeno começa a ganhar espaço nas discussões internacionais sobre trabalho e liderança: o " quiet cracking",  algo como “quebrando em silêncio”. Segundo Frank Giampietro, diretor de bem-estar da EY Americas, o " quiet cracking" descreve profissionais que continuam aparecendo, entregando resultados e cumprindo metas, mas que estão emocionalmente esgotados, sob níveis elevados de estresse e fadiga mental.  Eles não desistiram do trabalho. Mas também não estão prosperando nele. E isso muda tudo. O problema não é a entrega. É o custo invisível dela. Diferente do " quiet quitting" , o " quiet cracking" não se manifesta pela queda imediata ...

Liderança sem consciência virou risco organizacional

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Liderança sem consciência virou risco organizacional.  Quando líderes despreparados emocionalmente comprometem resultados, pessoas e cultura. Durante décadas, liderança foi associada quase exclusivamente à competência técnica, à capacidade de execução e à entrega de resultados. Quem batia metas era promovido. Quem resolvia problemas era valorizado. Quem suportava pressão era visto como forte.  Esse modelo funcionou, até começar a falhar diante da complexidade humana e relacional do presente. Hoje, um dos riscos mais silenciosos, e mais negligenciados, dentro das organizações não está apenas na estratégia, nos processos ou na escassez de talentos.  Está na liderança exercida sem consciência emocional, relacional e sistêmica .  Um tipo de liderança que, mesmo bem-intencionada, compromete resultados, deteriora o clima e fragiliza a cultura organizacional.  Liderança sem consciência: o que está acontecendo e por que poucos nomeiam Vivemos um cenário corporativo i...

Geração Z e a Liderança: quando repetir fórmulas deixa de ser suficiente

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A Geração Z, geralmente definida como as pessoas nascidas entre meados da década de 1990 e o início de 2010, já se consolidou como uma parcela relevante da força de trabalho global e brasileira. Relatórios da Deloitte e do World Economic Forum (WEF) indicavam que, em 2025 , essa geração já representava aproximadamente um quarto dos trabalhadores, com crescimento acelerado para os anos seguintes, um movimento que passou a pressionar organizações a revisarem práticas de gestão, cultura e liderança. O cenário do trabalho, ao longo dos últimos anos, tem exposto um desalinhamento cada vez mais evidente entre o que as organizações oferecem e o que as novas gerações esperam vivenciar no ambiente profissional.  Análises da McKinsey & Company já apontavam que esse descompasso não estava relacionado à disponibilidade de pessoas, mas à persistência de modelos organizacionais e práticas de liderança que deixaram de responder às transformações culturais, sociais e psicológicas do traba...