Postagens

Silêncio organizacional: quando informações importantes deixam de chegar à liderança

Imagem
Existem empresas que dizem querer ouvir seus colaboradores. Criam pesquisas de clima, reuniões de equipe, canais de comunicação, avaliações de desempenho e espaços para sugestões. Incentivam o feedback e afirmam valorizar profissionais que questionam, apontam problemas e contribuem para melhorar a organização.   Ainda assim, as pessoas podem escolher não falar.  Não necessariamente porque não tenham nada a dizer. Às vezes, porque já aprenderam alguma coisa sobre o que acontece quando alguém fala. Um profissional questiona uma decisão e passa a ser visto como resistente. Outro aponta um problema e percebe uma mudança na relação com a liderança. Alguém oferece um feedback sincero e descobre que a franqueza pode ter consequências. E tem aqueles que observam o que aconteceu com um colega que se manifestou e decidem que não querem correr o mesmo risco. As pessoas observam e aprendem. O silêncio organizacional não é simplesmente ausência de fala Em um estudo clássico publicado em ...

Os riscos psicossociais começam muito antes do adoecimento organizacional

Imagem
Sobrecarga, silêncio, conflitos ignorados e lideranças despreparadas raramente surgem de forma isolada. Eles podem ser sinais de uma cultura que, silenciosamente, favorece condições de sofrimento. Quando uma situação grave acontece dentro de uma organização, é natural perguntar  “O que aconteceu?”.  Diante de um episódio de assédio, esgotamento, conflito ou violência no trabalho, buscamos identificar o acontecimento que desencadeou aquela situação. No entanto,  existe uma pergunta ainda mais importante: " O que vinha acontecendo muito antes disso?" Riscos psicossociais raramente aparecem de forma repentina. Eles podem começar na sobrecarga que passa a ser considerada normal, no conflito que ninguém quer enfrentar, na liderança que não sabe conversar sobre problemas, na falta de autonomia, na pressão permanente por resultados ou no medo de discordar. Isoladamente, essas situações podem parecer pequenas. Porém, quando se repetem e passam a fazer parte da maneira como o trab...

Conhecimento, sozinho, não transforma organizações. Comportamentos sustentados sim.

Imagem
Por que treinamentos, processos e estratégias falham quando a cultura continua reforçando os mesmos padrões de comportamento? Uma organização pode investir em conhecimento, contratar treinamentos, desenvolver lideranças, revisar processos, estabelecer novos valores e comunicar estratégias ambiciosas. Ainda assim, os mesmos conflitos podem continuar acontecendo, as mesmas decisões podem continuar sendo tomadas e os mesmos problemas podem reaparecer, mesmo depois de sucessivas iniciativas de desenvolvimento.  Isso acontece porque conhecer não é o mesmo que transformar conhecimento em comportamento . Saber que é preciso delegar não significa, necessariamente, conseguir delegar. Conhecer técnicas de feedback não significa estar preparado para sustentar uma conversa difícil. Participar de uma formação sobre liderança não garante que um gestor passará a ouvir melhor sua equipe. Compreender a importância da colaboração não significa, por si só, abandonar comportamentos individualistas....