Quando falar não muda nada, por que continuar falando?
Escuta organizacional não termina quando alguém fala. É a resposta que revela se essa escuta realmente existe. Há organizações que perguntam. Fazem pesquisas de clima, reuniões individuais, avaliações de liderança, canais de escuta, ouvidorias, rodas de conversa e pesquisas de engajamento. Criam espaços para que as pessoas falem. Mas existe uma pergunta que costuma vir depois, e talvez seja ainda mais importante: O que a organização faz com aquilo que escuta? Porque falar tem um custo. Quem aponta um problema sabe que, muitas vezes, se expõe. Quem questiona uma decisão, entende que pode contrariar alguém. Quem relata uma sobrecarga, teme ser visto como alguém que não dá conta. Quem sinaliza um comportamento inadequado, se preocupa com os efeitos daquela fala sobre sua relação com a liderança. Por isso, a disposição para falar também depende daquilo que as pessoas percebem que pode acontecer depois. Em estudo qualitativo com 40 funcionários, Milliken, Morrison e Hewlin (2003) identifica...