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Por que tantos líderes dizem ter dificuldade com a Geração Z?

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Toda geração desafia a anterior. O que mudou desta vez? Nos últimos meses, um tema tem ocupado espaço em pesquisas, reportagens e discussões dentro das organizações: a dificuldade de muitos líderes em conduzir profissionais da Geração Z. As observações se repetem. Fala-se sobre expectativas diferentes em relação à carreira, necessidade de feedback mais frequente, menor tolerância a ambientes considerados tóxicos, busca por flexibilidade, preocupação com qualidade de vida e uma relação menos tradicional com o trabalho. Essas percepções encontram respaldo em pesquisas recentes. O estudo Gen Z and Millennial Survey 2025 , da Deloitte, mostra que desenvolvimento contínuo, bem-estar, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e propósito estão entre as principais prioridades dessa geração na construção de suas carreiras. Diante desse cenário, alguns concluíram: o problema é a nova geração. Mas será que essa é, de fato, a melhor forma de compreender o que está acontecendo? Os conflitos ent...

O silêncio também comunica: o impacto das conversas evitadas nas organizações

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  Nem sempre os maiores problemas de uma empresa estão no que foi dito. Muitas vezes, estão justamente naquilo que ninguém teve coragem de dizer.  E muitos desses problemas começam de forma silenciosa.  Surgem quando um líder percebe um comportamento inadequado e decide não abordá-lo. Quando um colaborador identifica um risco, mas prefere não se manifestar. Ou quando expectativas não são esclarecidas, conflitos são ignorados e feedbacks necessários são adiados indefinidamente. As pessoas escolhem o silêncio na esperança de evitar desconfortos temporários. O que nem sempre percebem é que o silêncio também comunica. Comunica permissividade, indiferença, insegurança e, em alguns casos, até conformismo. Muitas vezes, ele transmite uma falsa sensação de que o problema deixou de existir. Mas problemas ignorados raramente desaparecem. Na maioria das vezes, eles crescem. O custo invisível de evitar conversas difíceis Em muitas organizações, existe a crença de que evitar determina...

O que a Copa do Mundo nos ensina sobre liderança e gestão de pessoas

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Ter os melhores jogadores não garante o melhor time. E o mesmo acontece dentro das empresas. Em períodos de Copa do Mundo, é comum vermos seleções formadas por atletas extraordinários. Jogadores admirados, experientes e reconhecidos mundialmente por seu talento.  Ainda assim, muitas dessas equipes ficam pelo caminho. A história do esporte mostra algo que também se repete diariamente dentro das organizações: talento individual não garante resultado coletivo.  E talvez essa seja uma das lições mais valiosas que a Copa pode oferecer ao mundo corporativo. Nas empresas, encontramos profissionais altamente qualificados, currículos impressionantes e pessoas com amplo conhecimento técnico. Ainda assim, os resultados nem sempre aparecem na mesma proporção do talento disponível. Por quê? Porque resultados sustentáveis raramente são consequência apenas do talento. Eles são resultado da interação entre pessoas, liderança, cultura, direção e contexto. O mito da pessoa certa Diante de desaf...

Nem todo problema de pessoas é um problema de RH

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  Quando as organizações transferem para o RH responsabilidades que pertencem à liderança, à gestão e à cultura organizacional Nos últimos anos, o papel do Recursos Humanos passou por uma transformação significativa. De uma área historicamente associada a suporte administrativo, o RH assumiu uma posição mais estratégica, participando de discussões relacionadas à cultura organizacional, ao desenvolvimento de lideranças, à gestão de talentos e à transformação organizacional. Essa evolução foi importante e necessária. O problema é que, em muitas organizações, ela veio acompanhada de uma expectativa perigosa: a crença de que o RH seria capaz de resolver sozinho todos os desafios relacionados às pessoas. Talvez seja justamente aí que esteja um dos maiores equívocos das organizações contemporâneas.  Quando surgem problemas relacionados ao clima organizacional, ao engajamento das equipes, à retenção de talentos ou ao aumento da rotatividade, uma pergunta costuma surgir rapidamente:...

Estamos perdendo a capacidade de dialogar nas relações de trabalho?

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O fortalecimento das relações de trabalho passa pela construção de responsabilidade dos dois lados Vivemos um tempo em que nunca se falou tanto sobre comunicação, diversidade de opiniões, liberdade de expressão e escuta. Ao mesmo tempo, parece cada vez mais difícil sustentar conversas quando surgem divergências. Nas redes sociais, opiniões diferentes frequentemente se transformam em confrontos. No ambiente de trabalho, esse movimento também começa a impactar a forma como líderes, equipes e organizações se relacionam. Questionamentos são interpretados como ataques. Discordâncias passam a ser percebidas como desrespeito. E, muitas vezes, a necessidade de compreender o outro cede espaço ao desejo de convencer, responder ou provar quem está certo. Talvez um dos maiores desafios das relações de trabalho atualmente não seja a falta de voz, mas  a dificuldade de conviver com perspectivas diferentes sem transformar toda divergência em uma disputa. Organizações são construídas por pessoas d...