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Liderança sem consciência virou risco organizacional

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Liderança sem consciência virou risco organizacional.  Quando líderes despreparados emocionalmente comprometem resultados, pessoas e cultura. Durante décadas, liderança foi associada quase exclusivamente à competência técnica, à capacidade de execução e à entrega de resultados. Quem batia metas era promovido. Quem resolvia problemas era valorizado. Quem suportava pressão era visto como forte.  Esse modelo funcionou, até começar a falhar diante da complexidade humana e relacional do presente. Hoje, um dos riscos mais silenciosos, e mais negligenciados, dentro das organizações não está apenas na estratégia, nos processos ou na escassez de talentos.  Está na liderança exercida sem consciência emocional, relacional e sistêmica .  Um tipo de liderança que, mesmo bem-intencionada, compromete resultados, deteriora o clima e fragiliza a cultura organizacional.  Liderança sem consciência: o que está acontecendo e por que poucos nomeiam Vivemos um cenário corporativo i...

Geração Z e a Liderança: quando repetir fórmulas deixa de ser suficiente

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A Geração Z, geralmente definida como as pessoas nascidas entre meados da década de 1990 e o início de 2010, já se consolidou como uma parcela relevante da força de trabalho global e brasileira. Relatórios da Deloitte e do World Economic Forum (WEF) indicavam que, em 2025 , essa geração já representava aproximadamente um quarto dos trabalhadores, com crescimento acelerado para os anos seguintes, um movimento que passou a pressionar organizações a revisarem práticas de gestão, cultura e liderança. O cenário do trabalho, ao longo dos últimos anos, tem exposto um desalinhamento cada vez mais evidente entre o que as organizações oferecem e o que as novas gerações esperam vivenciar no ambiente profissional.  Análises da McKinsey & Company já apontavam que esse descompasso não estava relacionado à disponibilidade de pessoas, mas à persistência de modelos organizacionais e práticas de liderança que deixaram de responder às transformações culturais, sociais e psicológicas do traba...

A maior crise de mão de obra da história não é conjuntural é cultural.

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Os desafios relacionados à força de trabalho sempre existiram. O que diferencia o momento atual é a escala, a consistência dos dados e o tipo de decisão que as pessoas estão tomando . Dados oficiais indicam que, apenas em janeiro de 2025, 37,9% dos desligamentos formais no Brasil foram pedidos voluntários de demissão , o maior percentual já registrado (Correio Braziliense). Em 2024, esse movimento já havia se tornado estrutural : quase 8,5 milhões de trabalhadores deixaram seus empregos por decisão própria , afastando qualquer leitura de exceção ou distorção estatística (Estado de Minas). Quando o pedido de demissão se torna um comportamento recorrente, ele deixa de ser escolha individual e passa a ser mensagem coletiva . O que estamos assistindo não é uma crise pontual de mão de obra, mas uma ruptura silenciosa na relação entre pessoas, trabalho e liderança . Empresas de diferentes setores relatam dificuldades crescentes para contratar e, principalmente, para reter profissionais. ...