Muitos Chamam de “Geração Mimimi”. Eu chamo de Geração de Contexto Emocional Diferente.
O rótulo “geração mimimi” tornou-se um atalho para explicar tensões no ambiente corporativo. Profissionais que questionam hierarquias rígidas, demandam feedback constante e priorizam bem-estar, são frequentemente descritos como frágeis ou pouco resilientes.
Mas há uma pergunta estrutural raramente feita: se a juventude atual foi criada em ambientes mais protegidos e emocionalmente acolhedores, quem construiu essa realidade? Nós.
Essa geração cresceu com maior acesso à informação, maior validação emocional e menor exposição a frustrações prolongadas. O resultado não é fraqueza, é um padrão emocional diferente daquele que moldou as lideranças mais antigas.
Segundo a FGV EAESP (2025), a Geração Z já representa 25% da força de trabalho brasileira e apresenta taxas de rotatividade significativamente superiores às gerações anteriores, gerando impacto bilionário nas organizações. Ao mesmo tempo, estudos da Harvard Business Review apontam que líderes influenciam diretamente até 70% da variação de engajamento das equipes.
O problema, portanto, não é geracional. É estrutural.
Gestores formados sob o modelo de comando e controle enfrentam profissionais que valorizam segurança psicológica, clareza de propósito e diálogo horizontal. A atualização da NR-1 em 2026, ao reconhecer riscos psicossociais, apenas formalizou algo que já era evidente: liderança hoje também é responsabilidade emocional.
Isso não significa aceitar imaturidade crônica, relativizar falta de desempenho, ou irresponsabilidade. E definitivamente não significa transformar empresas em espaços terapêuticos. Significa compreender que autoridade contemporânea exige equilíbrio entre clareza e empatia. Entre limite e respeito. Entre exigência e desenvolvimento.
Não existe geração fraca. Existe contexto emocional distinto exigindo liderança mais sofisticada. Empresas que romantizam fragilidade perdem competitividade. Porém, líderes que demonizam sensibilidade perdem engajamento.
A questão não é escolher um lado geracional. É evoluir a liderança para sustentar performance em um cenário emocionalmente mais complexo. E sua liderança está preparada para sustentar alta performance sem recorrer ao modelo de pressão que funcionava há 20 anos?
Na prática, tenho acompanhado gestores recém-promovidos enfrentando exatamente esse cenário. São profissionais competentes tecnicamente, mas que não foram preparados para:
É para esse perfil de líder que desenvolvi a Mentoria A FORJA, um processo individual de três meses focado em estruturar autoridade, clareza decisória e maturidade de gestão.
Se você se reconhece nesse momento profissional, pode me enviar um e-mail. Avaliarei pessoalmente sua solicitação: vamosfalarsobregestao@gmail.com
Cleide Vieira - Administradora, mentora de lideranças e especialista em gestão, processos e desenvolvimento humano. Atua há mais de 15 anos apoiando empresas e líderes na construção de ambientes mais maduros, sustentáveis e orientados a resultados, com responsabilidade sobre pessoas, cultura e performance.
Neste blog, compartilho reflexões estratégicas sobre liderança, gestão e os desafios reais das organizações contemporâneas.

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