Por que o líder brasileiro precisa olhar para o quiet cracking AGORA
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Durante muito tempo, o debate sobre engajamento no trabalho girou em torno do "quiet quitting", profissionais que seguem entregando apenas o mínimo necessário, sem envolvimento emocional com a empresa. Mas o cenário mudou. E ele ficou mais silencioso, mais perigoso e mais difícil de detectar.
Um novo fenômeno começa a ganhar espaço nas discussões internacionais sobre trabalho e liderança: o "quiet cracking", algo como “quebrando em silêncio”.
Segundo Frank Giampietro, diretor de bem-estar da EY Americas, o "quiet cracking" descreve profissionais que continuam aparecendo, entregando resultados e cumprindo metas, mas que estão emocionalmente esgotados, sob níveis elevados de estresse e fadiga mental.
Eles não desistiram do trabalho. Mas também não estão prosperando nele.E isso muda tudo.
O problema não é a entrega. É o custo invisível dela.
Diferente do "quiet quitting", o "quiet cracking" não se manifesta pela queda imediata de performance. Pelo contrário: muitas vezes, esses profissionais seguem performando, enquanto pagam um preço alto em saúde emocional, motivação e senso de pertencimento.
Relatórios recentes mostram que mais da metade dos profissionais já vivencia esse estado silencioso de desgaste. Dados do State of Hybrid Work, da Owl Labs, indicam que 90% dos trabalhadores afirmam que o estresse está igual ou pior do que no ano anterior.
Soma-se a isso a insegurança em relação ao emprego, a pressão por resultados e o retorno de longos tempos de deslocamento diário. O resultado é um cenário onde as pessoas não estão indo embora, mas estão se quebrando por dentro.
E no Brasil? O silêncio também está presente.
Embora o termo tenha ganhado força fora do país, o fenômeno já é reconhecido por especialistas brasileiros em gestão, carreira e comportamento organizacional.
No Brasil, o "quiet cracking" tem sido associado a um modelo de liderança ainda muito centrado em cobrança, resistência emocional e normalização do excesso. Ambientes onde o esgotamento é tratado como sinal de comprometimento e não como alerta de risco.
Segundo análises publicadas em portais nacionais de RH e gestão, esse desgaste silencioso contribui diretamente para problemas crônicos das empresas brasileiras: queda de engajamento, clima organizacional frágil, aumento do turnover e perda de talentos estratégicos.
O que está em jogo não é apenas bem-estar individual. É sustentabilidade organizacional.
O papel do líder nesse cenário mudou e muitos ainda não perceberam.
O "quiet cracking" expõe uma falha importante: líderes que olham apenas para indicadores de resultado não conseguem enxergar sinais de ruptura emocional nas equipes.
Profissionais que se calam, reduzem participação, perdem brilho no olhar, evitam conflitos ou passam a operar no “piloto automático” raramente são vistos como um problema imediato. Afinal, continuam entregando.
Mas o custo aparece depois, em afastamentos, doenças, pedidos de demissão inesperados ou equipes inteiras emocionalmente desconectadas. Isso exige um novo nível de consciência da liderança.
Não se trata de “ser bonzinho” ou flexibilizar metas. Trata-se de entender que gestão sem leitura emocional virou risco organizacional.
Por que esse tema é urgente para o líder brasileiro?
Porque o Brasil já convive com altos níveis de pressão, insegurança econômica, sobrecarga emocional e modelos de gestão pouco preparados para lidar com pessoas em contextos complexos.
Ignorar o "quiet cracking" é manter empresas funcionando no curto prazo, enquanto corroem sua base humana no médio e longo prazo. E líderes que não desenvolvem sensibilidade para perceber esse esgotamento silencioso acabam gerenciando números, mas perdendo pessoas. E, inevitavelmente, resultados.
O alerta está dado.
Empresas que desejam crescer de forma sustentável precisarão formar líderes mais conscientes, capazes de sustentar performance sem adoecer pessoas e de criar ambientes onde o silêncio não seja sinal de ruptura, mas espaço de escuta.
Porque hoje, mais do que nunca, liderar sem consciência custa caro. E o preço não aparece imediatamente nos relatórios, mas aparece, cedo ou tarde, na cultura, nos resultados e nas pessoas.
O fenômeno do "quiet cracking" não se resolve com palestras motivacionais, frases de efeito ou mais pressão por resultados. Ele exige formação real de líderes.
A Mentoria A FORJA é um espaço de desenvolvimento profundo para líderes que:
-
já entenderam que performance sem consciência gera adoecimento
-
querem sustentar resultados sem perder pessoas
-
precisam amadurecer sua forma de liderar em contextos de alta pressão
Aqui, liderança é tratada como responsabilidade, não como cargo.
📌 As inscrições estão abertas neste momento.
Se você lidera pessoas e reconhece que este tema já faz parte da sua realidade, ou da sua empresa, este pode ser o próximo passo.
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E para mais informações: vamosfalarsobregestao@gmail.com
Cleide Vieira
Neste blog, compartilha reflexões estratégicas sobre liderança, gestão e os desafios reais das organizações contemporâneas.
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