Quando o cargo vem antes da liderança

 



Durante minha trajetória profissional, trabalhei em empresas com líderes que, honestamente, não deveriam estar nos cargos que ocupavam. Não por falta de esforço, mas por falta de preparo, consciência e, principalmente, maturidade emocional para liderar pessoas.

Esse tipo de situação é mais comum do que se imagina. Organizações ainda promovem profissionais com base apenas em desempenho técnico, tempo de casa ou confiança pessoal, ignorando um ponto essencial: liderar é uma competência que precisa ser desenvolvida.

Peter Drucker já alertava que “a melhor maneira de prever o futuro é criá-lo”Mas quando colocamos pessoas despreparadas em posições de poder, o futuro criado costuma ser de medo, silêncio e desgaste.

E líderes que não deveriam estar onde estão geram impactos profundos:

  • ambientes inseguros para diálogo;

  • equipes que param de contribuir por receio;

  • decisões centralizadas e pouco conscientes;

  • talentos que se desligam emocionalmente antes de pedir demissão.

Edgar Schein, referência em cultura organizacional, afirma que a cultura é moldada, sobretudo, pelo comportamento da liderança. Ou seja: não existe cultura forte sustentada por liderança frágil.

Outro ponto crítico é a falsa autoridade. E Amy Edmondson, ao falar de segurança psicológica, mostra que equipes só performam quando se sentem seguras para discordar, errar e aprender. 

Líderes inseguros, porém, interpretam questionamentos como ameaças, e não como contribuição. Simon Sinek resume bem: liderar não é sobre estar no controle, é sobre cuidar das pessoas que estão sob sua responsabilidade.

Quando isso não acontece, o custo não aparece imediatamente nos relatórios financeiros, mas aparece:

  • no adoecimento emocional;

  • na queda de engajamento;

  • na perda de confiança;

  • na mediocridade sustentada pelo medo.

Organizações maduras não perguntam apenas “quem entrega resultados?”. Perguntam também: “quem sustenta pessoas, decisões e cultura ao longo do tempo?”

Porque cargo se concede, mas autoridade se constrói.

Se você ocupa uma posição de liderança, ou influencia a escolha de novos líderes, talvez a pergunta mais importante não seja quem pode liderar, mas quem está realmente preparado para isso.

Foi a partir dessa reflexão que construí minha mentoria: um espaço de desenvolvimento para profissionais que desejam se tornar lideranças mais fortes, autoconfiantes, conscientes e humanas, sem abrir mão de resultados.

👉 Para se inscrever, acesse o link: https://tinyurl.com/MentoriaAForja

E para mais informações: vamosfalarsobregestao@gmail.com


Cleide Vieira - Administradora, mentora de lideranças e especialista em gestão, processos e desenvolvimento humano. Atua há mais de 15 anos apoiando empresas e líderes na construção de ambientes mais maduros, sustentáveis e orientados a resultados, com responsabilidade sobre pessoas, cultura e performance.

Neste blog, compartilha reflexões estratégicas sobre liderança, gestão e os desafios reais das organizações contemporâneas.

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