NR-1, Riscos Psicossociais e o Novo Papel da Liderança nas Organizações
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A partir de maio de 2025, a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), publicada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, passa a exigir que as empresas incluam formalmente os riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Isso representa uma mudança significativa: a saúde mental no trabalho deixa de ser uma pauta de bem-estar e passa a integrar o campo da gestão de risco ocupacional.
É crucial esclarecer: a empresa não é responsável pela saúde mental individual do colaborador, mas sim por garantir que o ambiente de trabalho não seja um fator de adoecimento.
O que são riscos psicossociais?
A Organização Internacional do Trabalho define riscos psicossociais como aspectos da organização que, mal estruturados, podem causar danos psicológicos ou físicos. Entre eles estão sobrecarga de trabalho, metas incompatíveis, ambiguidade de papéis, liderança negligente e cultura de medo.
A Organização Mundial da Saúde já aponta que ambientes mal estruturados estão ligados ao aumento de ansiedade, depressão e burnout. Ou seja, o problema não é apenas a vulnerabilidade individual, mas o desenho do sistema.
Saúde mental não se sustenta em ações isoladas
A saúde mental não se sustenta em ações isoladas. Iniciativas pontuais, como palestras ou mindfulness, são positivas, mas não mudam o fator central: o modelo de liderança.
Pesquisas de Amy Edmondson, professora da Harvard Business School, mostram que a segurança psicológica, ou seja, o ambiente seguro para falar, errar e contribuir, é determinante para a produtividade.
A liderança como variável crítica de risco
Se a NR-1 exige que a empresa identifique e mitigue riscos psicossociais, a liderança passa a ser variável central dessa equação. Já que, líderes impactam diretamente na distribuição de demandas, clareza de expectativas, forma de cobrança, manejo de conflitos, cultura de confiança e comunicação.
Estudos publicados na The Lancet Psychiatry apontam que ambientes com alta exigência e baixo controle decisório elevam significativamente o risco de transtornos mentais comuns. E isso não é um debate subjetivo, é gestão baseada em evidências.
A nova exigência é técnica, não ideológica
Com a inclusão dos riscos psicossociais no PGR, a NR-1 transforma saúde mental em tema de compliance. Ignorar essa dimensão pode gerar, autuações administrativas, aumento de passivos trabalhistas, crescimento de afastamentos e impacto reputacional.
Dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mostram que transtornos mentais já estão entre as principais causas de afastamento no país. A legislação apenas formaliza uma realidade que o mercado já vivencia.
O ponto decisivo: maturidade da liderança
Não se constrói ambiente saudável apenas com boa intenção. Liderar hoje exige maturidade: compreender dinâmicas emocionais sem psicologizar; exercer autoridade sem medo; cobrar resultados sem exaustão. Empresas maduras transformam a liderança em um pilar de confiança e responsabilidade.
É nesse contexto que a mentoria A FORJA se posiciona: preparar líderes para uma gestão madura, capaz de sustentar confiança e performance.
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Cleide Vieira - Administradora, mentora de lideranças e especialista em gestão, processos e desenvolvimento humano. Atua há mais de 15 anos apoiando empresas e líderes na construção de ambientes mais maduros, sustentáveis e orientados a resultados, com responsabilidade sobre pessoas, cultura e performance.
Neste blog, compartilho reflexões estratégicas sobre liderança, gestão e os desafios reais das organizações contemporâneas.
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