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Mostrando postagens com o rótulo SAÚDE MENTAL

Ambientes tóxicos: o problema que muitas empresas normalizaram

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Durante muito tempo, ambientes de trabalho emocionalmente desgastantes foram tratados como parte natural da rotina corporativa. Pressão excessiva, comunicação agressiva, medo constante, lideranças despreparadas e equipes exaustas passaram a ser vistos, em muitos contextos, como consequências inevitáveis de um ambiente “de alta performance”. O problema é que, quando o desgaste se torna frequente, ele deixa de ser percebido como sinal de alerta e passa a ser incorporado à cultura organizacional. E talvez esse seja um dos pontos mais preocupantes da realidade corporativa contemporânea: muitas empresas aprenderam a conviver com ambientes adoecidos sem perceber o impacto profundo que isso gera nas pessoas, nas relações e nos próprios resultados do negócio. O desgaste emocional não termina no expediente Os efeitos de um ambiente tóxico dificilmente ficam restritos ao espaço físico da empresa. Uma pesquisa realizada pela Society for Human Resource Management revelou que três em cada dez prof...

Riscos psicossociais nas organizações: entre o mapeamento e a responsabilidade de agir

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A crescente atenção aos riscos psicossociais nas organizações representa um avanço importante na forma como as empresas compreendem o ambiente de trabalho e o impacto da gestão sobre as pessoas. Temas como pressão excessiva, sobrecarga, falhas de comunicação e ambientes de alta tensão, por muito tempo tratados como parte natural da rotina corporativa, passam a ser reconhecidos como fatores que influenciam diretamente a saúde, o desempenho e a sustentabilidade das organizações. Nesse contexto, a identificação e o registro desses riscos, especialmente no âmbito do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), tornam-se não apenas necessários, mas essenciais. No entanto, esse movimento também traz um ponto de atenção que precisa ser observado com maturidade: o mapeamento, por si só, não resolve o problema. Mapear é necessário, mas não é suficiente A identificação de riscos psicossociais é um passo fundamental dentro de qualquer estrutura de gestão. Ela permite que a organização enxergue...

Abril Verde: quando a segurança no trabalho vai além do que se vê

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  Ambiente seguro ou apenas sem acidentes? O Abril Verde é uma campanha dedicada à conscientização de empregadores e trabalhadores sobre a importância da segurança no trabalho. Mais do que reforçar normas e protocolos, o movimento convida à reflexão sobre o cuidado com a vida, em todas as suas dimensões. Ao longo do mês, empresas são incentivadas a revisar práticas, fortalecer medidas de prevenção e promover ambientes mais seguros. No entanto, esse olhar precisa ir além do que é visível. O dia que o mundo não pode esquecer Em 28 de abril de 1969, uma explosão devastadora atingiu uma mina de carvão em Farmington, na Virgínia Ocidental, nos Estados Unidos. Setenta e oito trabalhadores perderam suas vidas. A tragédia não foi um evento isolado, mas o reflexo de anos de negligência, da ausência de normas efetivas e de uma cultura que colocava a produção acima da proteção de quem produzia. O impacto foi tão significativo que levou, no ano seguinte, à criação de uma das primeiras legislaç...

NR-1, Riscos Psicossociais e o Novo Papel da Liderança nas Organizações

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A partir de maio de 2025, a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), publicada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, passa a exigir que as empresas incluam formalmente os riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Isso representa uma mudança significativa: a saúde mental no trabalho deixa de ser uma pauta de bem-estar e passa a integrar o campo da gestão de risco ocupacional. É crucial esclarecer: a empresa não é responsável pela saúde mental individual do colaborador, mas sim por garantir que o ambiente de trabalho não seja um fator de adoecimento.  O que são riscos psicossociais? A Organização Internacional do Trabalho define riscos psicossociais como aspectos da organização que, mal estruturados, podem causar danos psicológicos ou físicos. Entre eles estão sobrecarga de trabalho, metas incompatíveis, ambiguidade de papéis, liderança negligente e cultura de medo. A Organização Mundial da Saúde já aponta que ambientes mal estruturados estão ligado...

Ambientes Tóxicos: Nem sempre o problema é o líder!

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  Nos últimos anos, o debate sobre lideranças tóxicas ganhou força e com razão.  Chefes autoritários, gestores despreparados e ambientes sem segurança psicológica existem (e são um problema sério).  Mas há uma parte dessa história que raramente é contada: nem sempre o problema está no líder. Às vezes, o desafio está no outro lado da relação,  no liderado .  Naquele profissional que espera demais dos outros, evita assumir responsabilidades ou se acomoda no papel de vítima. 👉 Existem liderados que: reclamam da falta de comunicação, mas não se esforçam para dialogar com clareza; cobram feedbacks, mas reagem mal quando os recebem; esperam reconhecimento, mas entregam o mínimo; criticam decisões, mas não propõem soluções; pedem autonomia, mas se esquivam quando algo dá errado. De acordo com pesquisas em comportamento organizacional (Harvard Business Review, Gallup, MIT Sloan), relações saudáveis de liderança dependem tanto da inteligência emoci...