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A Tensão entre Gerações no Ambiente Corporativo

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Mais do que diferença de idade A convivência entre diferentes gerações no ambiente corporativo tem se intensificado nos últimos anos, trazendo à tona desafios que vão além da simples diferença de idade. O ponto central não está na coexistência entre gerações, mas na forma como essas diferenças são interpretadas e geridas pelas organizações. Durante muito tempo, consolidou-se uma leitura simplificada: profissionais mais jovens estariam associados à inovação, enquanto os mais experientes representariam estabilidade. Embora didática, essa visão reduz a complexidade do fenômeno geracional e desconsidera aspectos relevantes como repertório, valores, expectativas e formas de atuação no trabalho. Formação geracional e diferenças estruturais Cada geração, Baby Boomers, Geração X, Millennials e Geração Z, foi formada em contextos sociais, econômicos e tecnológicos distintos. Essas diferenças impactam diretamente a relação com o trabalho, com a liderança e com o próprio conceito de carreira....

Muitos Chamam de “Geração Mimimi”. Eu chamo de Geração de Contexto Emocional Diferente.

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O rótulo “geração mimimi” tornou-se um atalho para explicar tensões no ambiente corporativo. Profissionais que questionam hierarquias rígidas, demandam feedback constante e priorizam bem-estar, são frequentemente descritos como frágeis ou pouco resilientes. Mas há uma pergunta estrutural raramente feita: se a juventude atual foi criada em ambientes mais protegidos e emocionalmente acolhedores, quem construiu essa realidade?  Nós. Essa geração cresceu com maior acesso à informação, maior validação emocional e menor exposição a frustrações prolongadas. O resultado não é fraqueza, é um padrão emocional diferente daquele que moldou as lideranças mais antigas. Segundo a FGV EAESP (2025), a Geração Z já representa 25% da força de trabalho brasileira e apresenta taxas de rotatividade significativamente superiores às gerações anteriores, gerando impacto bilionário nas organizações. Ao mesmo tempo, estudos da Harvard Business Review apontam que líderes influenciam diretamente até 70% da...

Geração Z e a Liderança: quando repetir fórmulas deixa de ser suficiente

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A Geração Z, geralmente definida como as pessoas nascidas entre meados da década de 1990 e o início de 2010, já se consolidou como uma parcela relevante da força de trabalho global e brasileira. Relatórios da Deloitte e do World Economic Forum (WEF) indicavam que, em 2025 , essa geração já representava aproximadamente um quarto dos trabalhadores, com crescimento acelerado para os anos seguintes, um movimento que passou a pressionar organizações a revisarem práticas de gestão, cultura e liderança. O cenário do trabalho, ao longo dos últimos anos, tem exposto um desalinhamento cada vez mais evidente entre o que as organizações oferecem e o que as novas gerações esperam vivenciar no ambiente profissional.  Análises da McKinsey & Company já apontavam que esse descompasso não estava relacionado à disponibilidade de pessoas, mas à persistência de modelos organizacionais e práticas de liderança que deixaram de responder às transformações culturais, sociais e psicológicas do traba...