Postagens

Mostrando postagens com o rótulo SILÊNCIO oRGANIZACIONAL

Quando alguém diz “eu não estou bem”, o que acontece dentro da organização?

Imagem
  Setembro chegou e, com ele, o já conhecido Setembro Amarelo . Nas empresas, começam as campanhas, os comunicados, as palestras e os convites para falar, romper o silêncio, pedir ajuda e prestar atenção ao outro.  Tudo isso é importante. Mas existe uma pergunta que talvez precise vir antes de todas as outras: É seguro falar? Porque existe uma diferença enorme entre ter um espaço para escuta e sentir-se seguro para utilizá-lo. Pois uma empresa pode ter um canal de escuta, oferecer apoio psicológico, promover campanhas, treinar suas lideranças e afirmar que seus colaboradores podem procurar ajuda quando precisarem. No entanto, isso, por si só, não significa que as pessoas realmente se sintam à vontade para dizer: “Eu não estou bem.” Antes de falar, muitas pessoas observam. Elas observam o que acontece com quem questiona, aponta um problema, admite que não está conseguindo dar conta, pede ajuda ou leva uma situação difícil ao conhecimento da liderança.  E essas experiências...

Silêncio organizacional: quando informações importantes deixam de chegar à liderança

Imagem
Existem empresas que dizem querer ouvir seus colaboradores. Criam pesquisas de clima, reuniões de equipe, canais de comunicação, avaliações de desempenho e espaços para sugestões. Incentivam o feedback e afirmam valorizar profissionais que questionam, apontam problemas e contribuem para melhorar a organização.   Ainda assim, as pessoas podem escolher não falar.  Não necessariamente porque não tenham nada a dizer. Às vezes, porque já aprenderam alguma coisa sobre o que acontece quando alguém fala. Um profissional questiona uma decisão e passa a ser visto como resistente. Outro aponta um problema e percebe uma mudança na relação com a liderança. Alguém oferece um feedback sincero e descobre que a franqueza pode ter consequências. E tem aqueles que observam o que aconteceu com um colega que se manifestou e decidem que não querem correr o mesmo risco. As pessoas observam e aprendem. O silêncio organizacional não é simplesmente ausência de fala Em um estudo clássico publicado em ...

O silêncio também comunica: o impacto das conversas evitadas nas organizações

Imagem
  Nem sempre os maiores problemas de uma empresa estão no que foi dito. Muitas vezes, estão justamente naquilo que ninguém teve coragem de dizer.  E muitos desses problemas começam de forma silenciosa.  Surgem quando um líder percebe um comportamento inadequado e decide não abordá-lo. Quando um colaborador identifica um risco, mas prefere não se manifestar. Ou quando expectativas não são esclarecidas, conflitos são ignorados e feedbacks necessários são adiados indefinidamente. As pessoas escolhem o silêncio na esperança de evitar desconfortos temporários. O que nem sempre percebem é que o silêncio também comunica. Comunica permissividade, indiferença, insegurança e, em alguns casos, até conformismo. Muitas vezes, ele transmite uma falsa sensação de que o problema deixou de existir. Mas problemas ignorados raramente desaparecem. Na maioria das vezes, eles crescem. O custo invisível de evitar conversas difíceis Em muitas organizações, existe a crença de que evitar determina...